domingo, 14 de julho de 2013

Parte 2 - Sucesso Nacional (1994-1999)



O segundo disco, Calango, foi lançado em 1994 e vendeu mais de 1 milhão de cópias e músicas como "Jackie Tequila" e "Te Ver" tornaram-se hits cantados por todo o país.
O disco seguinte, O Samba Poconé (1996),  levou o grupo a se apresentar na FrançaEstados UnidosChile,  ArgentinaSuíça,  Portugal,  EspanhaItália e Alemanha, em shows próprios ou em festivais ao lado de bandas como Echo & The BunnymenBlack Sabbath e Rage Against The Machine. O single "Garota Nacional" foi sucesso no Brasil e liderou a parada espanhola (na versão original) por três meses. A canção foi o único exemplar da música brasileira a integrar a caixa Soundtrack for a Century, lançada para comemorar os 100 anos da Sony Music. Os discos da banda ganharam edições norte-americanas, italianas, japonesas, francesas e em diversos países ao redor do mundo. Enquanto O Samba Poconé chegava a quase 2 milhões de cópias vendidas no Brasil, o Skank foi convidado a representar o Brasil em "Allez! Ola! Olé!", disco oficial da Copa do Mundo de Futebol de 1998. Nos próximos álbuns, a música da banda passou a equalizar as origens eletrônicas com novas influências psicodélicas e acústicas, reveladas nos álbuns "Siderado" (1998) e "Maquinarama" (2000).





BANDA PRESENTE DE GREGO
Desejo - Frejat


domingo, 7 de julho de 2013

Musica é Lixo?



Orquestra de instrumentos recicláveis de Cautera - Paraguai


Talvez uma das atividades mais antigas e belas que a humanidade realiza até os dias de hoje é tocar um instrumento musical.

Jovens pobres tocando com instrumentos musicais velhos e ultrapassados, hoje em dia, são muito comuns no nosso mundo de desigualdades sociais. Para alguns privilegiados da sociedade que tem acesso à saúde, a educação e a modernidade, como  a internet,  que veio aproximar, divulgar e mostrar de forma mais rápida como vivemos e reinventamos a nossa forma de viver e conviver. Pode sim, se sentir um  privilegiado. E ao mesmo tempo, torna-se responsável pelas outras pessoas que não tem as mesmas condições. Promover, divulgar e criar formas para que todos se sintam também privilegiados é fundamental para a evolução da sociedade. A criatividade humana é infinita e sempre iremos nos surpreender.

O que fazem estes jovens é Fantástico. Alias, conheci esta orquestra, numa reportagem do Fantástico – Programa da rede Globo. (A Globo quando quer sabe mostrar coisas proveitosas para a sociedade).


Instrumentos musicais fabricados com o lixo. Isto é Fantástico!!!! Estes jovens coordenados por um músico amador conseguiram a mesma afinação dos instrumentos profissionais. Violinos, flautas, violão, contrabaixo foram todos fabricados com materiais tirado do lixo. E quando reciclados? Mostram o quanto somos capazes de mudar a realidade. Bem, vejam o vídeo:  - São vinte e um minutos para reflexão de como podemos melhorar.




sábado, 6 de julho de 2013

História - Skank - Parte 1

O Começo (1983-1993)




Em 1983, Samuel Rosa e Henrique Portugal começaram a tocar em uma banda de reggae chamada Pouso Alto, junto com os irmãos Dinho (bateria) e Alexandre Mourão (baixo). Em 1991, o Pouso Alto conseguiu um show na casa de concertos Aeroanta, em São Paulo, mas como os irmãos Mourão não estavam em Belo Horizonte, o baixista Lelo Zaneti e o baterista Haroldo Ferretti foram chamados para o show. Antes da apresentação, o grupo mudou seu nome para Skank, inspirado na música de Bob Marley, "Easy skanking".  A banda fez sua estréia em 5 de junho de 1991, e devido a final do Campeonato Brasileiro no mesmo dia, o público pagante foi 37 pessoas.  Entre os presentes estavam Charles Gavin e André Jung, ex-bateristas dos Titãs e do Ira!.  Após o show, a banda ficou gostou da performance e resolveu continuar junta.  Começou a tocar regularmente na churrascaria belo-horizontina Mister Beef,  bem como as casas noturmas Janis, Maxaluna e L'Apogée. A proposta musical era transportar o clima do dancehall jamaicano para a tradição pop brasileira. O primeiro álbum,Skank, foi lançado de forma independente, em 1992. Apesar dos membros nem terem aparelhos de Compact disc em casa, fizeram no formato CD, segundo Ferreti, "para chamar a atenção dos jornalistas, das rádios e talvez de uma gravadora. Era uma aposta na qualidade, na inovação."  O destaque da banda na cena underground despertou o interesse da gravadora Sony Music que, junto ao Skank, inaugurou no Brasil o selo Chaos, e relançou o álbum em abril de 1993.

Até 1993, a gente tocou muito em Minas Gerais. Se íamos longe, era para o Espírito Santo ou Goiás. Até sair o Calango, a gente era anônimo fora daqui.
—Samuel Rosa

Paisagem Urbana



Paisagem urbana - Presente de Grego